Dissertação Espírita: A Vaidade
Euzebio Raimundo da Silva1
Ao iniciarmos mais um ano nessa vilegiatura terrena apresento-lhes um pequeno texto que acredito muito contribuirá no sentido de alertar-nos acerca de um poderoso inimigo que ainda insiste, ao grado nosso, permear a prática espírita, alijando-a da simplicidade e clareza solicitados pelos mensageiros excelsos que administram os interesses do Coração do Mundo, Pátria do Evangelho! A vaidade!
Sem nenhum interesse particular espero que reflitamos sobre como estamos difundindo o Consolador Prometido por Jesus no coração daqueles que, como nós, precisam percorrer o caminho da verdade e da vida, rumo ao Criador, alicerçado na fala de Paulo: ‘Em Espírito e Verdade’!
“Quero falar da vaidade que se mescla a todas as ações humanas. Ela macula os mais suaves pensamentos; invade o coração e o cérebro. Planta maligna abafa a bondade em seu nascedouro; todas as qualidades são aniquiladas por seu veneno. Para lutar contra ela é preciso exercitar a prece; somente ela nos dá a força e humildade. Homens ingratos! Esqueceis de Deus incessantemente. Ele não é para vós senão o socorro implorado na aflição, e jamais o amigo convidado para o banquete da alegria.
Para iluminar o dia ele vos deu o sol, radiação gloriosa, e para clarear a noite, as estrelas, flores de ouro. Por toda a parte, ao lado dos elementos necessários à humanidade, pôs o luxo necessário à beleza da sua obra. Deus vos tratou como faria um anfitrião generoso que, para receber seus convidados, multiplica o luxo de sua mansão e a abundância do festim.
Que fazeis vós, que tendes apenas o coração para lhe oferecer? Longe de honrá-lo com as vossas virtudes e alegrias, longe de lhe oferecer as premissas de vossas esperanças, não o desejais e somente o convidais a penetrar-vos o coração quando o luto e as decepções amargas vos trabalharam e deixaram marcas. Ingratos!
Que esperais para amar vosso Deus? A desgraça e o abandono. Antes lhe ofereça o coração, livre de dores; oferecei-lhe, como homens em pé, e não como escravos ajoelhados, vosso amor purificado do medo e, na hora do perigo ele se lembrará de vós que não o esquecestes na hora da felicidade”.
Fonte: Revista Espírita, junho de 1860, páginas 283 e 284, ditado pelo Espírito de Georges (Espírito familiar).
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Professor Euzebio Raimundo da Silva
Pedagogo e Pós Graduado em Gestão de Pessoas
Aluno Especial do Mestrado em Educação e Contemporaneidade
Pesquisador-colaborador do CIERS
Assistente de Pesquisa do GEPE-RS
Docente do Curso de Formação em Gestores da Secretaria Estadual de Educação
Tutor de EAD









