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A PERSEGUIÇÃO

Euzebio Raimundo da Silva1

Todos nós que decidimos trabalhar pela nossa transformação moral a partir dos ensinamentos do Mestre Jesus padecemos certo tipo de perseguição, seja ela de encarnado ou desencarnado. Jesus com muita propriedade vai dizer que; “Se me perseguirem a mim, também perseguirão a vós outros”. (João, cap. 15, versículo 20).

Ele, em seu divino ministério entre os homens, padeceu perseguição de toda ordem. O Mestre começa sendo tentado no deserto pelas forças do mal e suporta, antes de expirar no lenho, o escárnio da incompreensão humana. É a manifestação da ingratidão.

Da manjedoura à cruz, sob o assédio de homens e espíritos com o intuito de fazê-lo fracassar foi chamado a constantes testemunhos. Exemplificou a verdadeira fé! Por que haveria de não ser assim com os discípulos comuns do evangelho? Meros mortais a caminho da própria evolução.

Quais são as nossas credenciais para que nos isentemos das provas a que somos submetidos pelos que almejam nos fazer recuar? Ninguém realmente decidido a seguir o Senhor deve esperar por facilidades na tarefa de sua integração com ele.

Diz-nos Dr. Inácio Ferreira que “lutas acerbas sempre nos permearão os caminhos” (Baccelli, 2010 [pelo Espírito de Dr. Inácio Ferreira], pág. 74). É absoluta falta de senso esperar pelo reconhecimento de quem não nos pode entender o ideal e nem nos acompanhar na áspera subida da própria ascensão.

Quem esteja, de fato, empenhado na renovação que lhe diz respeito, pontua o nobre autor espiritual, necessita se habituar à conspiração das trevas para fazê-lo desistir do sublime tentame, conclui.

A ação dos algozes, visíveis e invisíveis, por vezes, é tão sutil e maquiavélica, que se, porventura, denunciada a alguém, a vítima levantará suspeita em torno de sua sanidade e equilíbrio. É o que podemos classificar por fascinação!

Ante a sanha dos instrumentos do mal, o melhor que temos a fazer é guardar silêncio e perseverar no cumprimento do dever, não concedendo atenção e tempo a quem nos persegue, com o claro propósito de nos comprometer o aproveitamento na atual experiência reencarnatória.

Fonte: Baccelli, Carlos A. Saúde Mental à Lua do Evangelho. / [ pelo Espírito] Inácio Ferreira; Uberaba - Minas Gerais, 2010, pág.(s)73 e 74.

 

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Professor Euzebio Raimundo da Silva
Pedagogo e Pós Graduado em Gestão de Pessoas
Aluno Especial do Mestrado em Educação e Contemporaneidade
Pesquisador-colaborador do CIERS
Assistente de Pesquisa do GEPE-RS
Docente do Curso de Formação em Gestores da Secretaria Estadual de Educação
Tutor de EAD

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