OS ESPÍRITOS SÃO PREEXISTENTES À CONCEPÇÃO
DO CORPO
Reencarnação está na Bíblia. Só
não vê quem não quer
Como se sabe, o cristianismo aceitava a reencarnação,
somente abolida no Concílio Ecumênico de Constantinopla
(553), o que resultou na morte de um milhão de cristãos
em lutas com a polícia de Justiniano (meu livro "A reencarnação
na Bíblia e na Ciência", Ed. EBM, SP).
O
espiritismo prega a reencarnação. A Igreja dizia, equivocadamente,
que ou ela acabaria com ele ou ele acabaria com ela. E ela incentivou
os católicos a atacarem a doutrina de Kardec com todas as armas.
Daí as calúnias contra o espiritismo e a lavagem cerebral
feita nos católicos, que passaram a tê-lo como feitiçaria,
e os médiuns como loucos.
Os
padres ainda ensinavam que os espíritos comunicantes eram os
diabos, contrariando o Deuteronômio 18,11, em que Moisés
(não Deus) proibiu foi o contato com os espíritos dos
mortos! A Igreja já renunciou a essas difamações,
mas os nossos irmãos evangélicos herdaram dela essas
e outras sucatas religiosas supersticiosas!
Com
Kardec, o espiritismo, que é a única religião
experimental, e a reencarnação passaram a ser estudados
pela ciência. E entre os seus cientistas, há até
quem tem Prêmio Nobel, como William Crokes e Charles Richet,
que antes eram materialistas. E, atualmente, a maior parte dos cientistas
espiritualistas crê na reencarnação e tem simpatia
para com o espiritismo e as religiões orientais, em cujos postulados
eles vêem alguns princípios condizentes com a física
quântica, a genética e outras ciências. Exemplos:
o psiquiatra e geneticista Jorge Andréas, o neurocirurgião
e professor da Unicamp Nabur Facure, o filósofo Régis
Morais, professor da Unicamp, Universidade Nacional de Lisboa e PUC
do Chile, e o astrofísico português e professor Luís
de Almeida, titular da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa)
e da Agência Espacial Européia (ESA), todos eles autores
de renomadas obras espíritas.
Dizem
alguns: se a população do mundo aumenta sempre, onde
se encontrarem tantos espíritos para reencarnar? Respondemos
que os espíritos são preexistentes à concepção
do corpo. Se o espírito fosse criado junto com ele, a soberana
vontade de Deus de criar espíritos teria de se subordinar à
vontade do casal para copular e ter filhos!
E
vamos à Bíblia: "Antes que entrastes no ventre
materno, eu te conheci" (Jeremias 1,5). "Eu era um bom jovem,
por isso caí num corpo perfeito" (Sabedoria 8, 19 e 20).
O verbo "era" é passado, antes de nascer. "Bom
jovem" ele foi numa vida anterior. E "caí num corpo
perfeito" é a reencarnação num corpo merecido,
carmicamente, por ele. João Batista disse que não era
Elias, pois ele não se lembrava dessa sua vida. Deus quis que
nós nascêssemos como se fôssemos zero km. "Somos
de ontem, e nada sabemos" (Jó 8,9). E Jesus mostrou-nos
que o seu precursor era mesmo reencarnação de Elias.
"Eu vos enviarei o profeta Elias" (Malaquias 4,5). Jesus
fala sobre o retorno de Elias, e os discípulos entenderam que
se tratava de João (Mateus 17, 10 a 13). E mais, Jesus afirma
que ele, João, é mesmo Elias: "E, se o quereis
reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir. Quem tem
ouvidos,[PARA OUVIR] ouça" (Mateus 11,14). Ora, Jesus
não poderia falar de modo mais contundente que João
é a reencarnação de Elias!
Aliás,
a própria Bíblia de Jerusalém traz, numa nota
de rodapé, a observação de que o povo judeu acreditava
na reencarnação. Mas Jesus era também judeu.
E é Ele próprio o autor dessa afirmação
irretorquível, de que João Batista é reencarnação
de Elias!
Por José Reis Chaves
- Publicado em 08/12/2008
Disponível
em
http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1136&IdColunaEdicao=7281